Aula 6.1 O Modelo em Cascata

Os modelos sequenciais se preocupam em organizar o processo em atividades sequenciadas linearmente. O principal modelo com essa característica é o modelo em cascata, a partir do qual diversos outros modelos foram propostos, inclusive modelos incrementais e evolutivos. Comumente chamado de modelo de ciclo de vida clássico, o modelo em cascata organiza as atividades do processo de software de forma sequencial, como demonstra a figura 1.1, em que cada fase envolve a elaboração de um ou de mais artefatos que devem ser aprovados antes de a fase seguinte ser iniciada.

Assim, uma fase só deve ser começada após a conclusão daquela que a antecede. Uma vez que, na prática, essas fases se sobrepõem de alguma forma, geralmente, permite-se um retorno à fase anterior para a correção de erros. A entrega do sistema completo ocorre em um único momento, ao fim das fases de entrega e de implantação.

Pode-se dizer que o modelo em cascata é o modelo de ciclo de vida mais antigo, no entanto, críticas questionam sua eficiência, tais como as apresentadas por Pressman (2011):

projetos reais muitas vezes não seguem o fluxo sequencial proposto pelo modelo;

requisitos devem ser estabelecidos de maneira completa, correta e clara logo no início do projeto; a aplicação deve, portanto, ser entendida pelo desenvolvedor desde o início do projeto, entretanto, é difícil para o usuário colocar todos os requisitos explicitamente. O modelo em cascata requer isso e tem dificuldade de acomodar a incerteza natural que existe no início de muitos projetos;

o usuário precisa ser paciente; uma versão operacional do software não estará disponível até o fim do projeto;

a introdução de certos membros da equipe, tais como projetistas e programadores, é frequentemente adiada desnecessariamente; a natureza linear do ciclo de vida clássico leva a estados de bloqueio nos quais alguns membros da equipe do projeto precisam esperar que outros membros completem tarefas dependentes.

Embora o modelo apresente pontos críticos, Sommerville (2011) afirma que as vantagens do modelo em cascata consistem na documentação produzida em cada fase e sua aderência a outros modelos de processo de engenharia. Muitos outros modelos mais complexos são, na realidade, variações do modelo cascata, incorporando laços de realimentação (PFLEEGER, 2004).

Assim, em princípio, o modelo em cascata deve ser usado apenas quando os requisitos são bem compreendidos e pouco provavelmente serão alterados durante o desenvolvimento do sistema (SOMMERVILLE, 2011).

Fonte: ENGENHARIA DE SOFTWARE | Rosilene Fernandes | Cápitulo 1.3.1


ATIVIDADE DE FIXAÇÃO (TURMA 01)

ATIVIDADE DE FIXAÇÃO (TURMA 02)

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